Efeito dominó do coronavírus atinge setor de propriedade industrial

23/03/2020

O surto de coronavírus tem registrado forte impacto na cadeia produtiva dos países e deve gerar um efeito dominó em diversos setores no mundo, inclusive no Brasil. O presidente do Grupo Marpa – Marcas, Patentes, Inovações e Gestão Tributária, Valdomiro Soares, alerta que o segmento de propriedade industrial aponta lentidão e sofre as consequências. O dado, até o início desta semana, era que 109 países tinham casos confirmados, sem contar a China. Entre eles, 56 foram atingidos, cerca de 51%, somente em março.

“O segmento de propriedade industrial está comprometido e enfrenta morosidade devido à epidemia do coronavírus. Mesmo com o Protocolo de Madrid que agilizou os processos, vários fatores estão interferindo para a quase paralisação do mercado como o dólar alto, a bolsa instável e a economia comprometida nos países da Europa, como na Itália, onde as pessoas foram recomendadas a ficar em casa. Devido ao vírus, os empresários estão aguardando o futuro deste segmento e do mercado econômico, pois se torna muito incerto da maneira que se apresenta, já que no Brasil são 34 casos confirmados e 893 casos suspeitos”, analisa Soares.

Segundo Soares, mesmo com o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes, conhecido como PCT, o processo ainda assim está lento. “Juntamente com o Protocolo de Madrid, o PCT atua para dar mais celeridade aos registros no exterior, mas o momento mundial é muito delicado e extremamente perigoso para investidores e grandes empresários de marcas, por isso a espera dos mesmos para o desenvolver do mercado”, afirma.

O presidente do Grupo Marpa alerta ainda que o mercado de propriedade industrial assiste alarmado a epidemia. “Estamos observando, além dos efeitos evidentes, quais impactos ainda virão. A lentidão deste segmento tende, em pouco tempo, a afetar expressivamente os países, visto que sem os registros não são criadas novas marcas ou inovações, comprometendo as economias locais e ocasionando uma reação em cadeia no mundo todo”, conclui. 


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